Interview for MAGAZINE CULT: “O racismo é como uma máquina muito sofisticada que está sempre se adaptando ao contemporâneo”

Nascida em Portugal, com ascendência são-tomense e angolana, Kilomba é escritora, ensaísta e artista interdisciplinar. Para ela, que esteve em São Paulo em março último para apresentar o trabalho na Mostra Internacional de Teatro (MITsp) e participar de bate-papo em evento no Instituto Goethe, o caminho para a descolonização passa pela produção alternativa de saberes e a abertura de espaços para as diversas vozes das minorias.

Grada Kilomba: “Considero muito importante criar um espaço híbrido em que o acadêmico e o artístico se dissolvam. A interdisciplinaridade é um modo de descolonizar e transgredir as formas clássicas de conhecimento, porque penso que é o que os discursos atuais mais futuristas fazem, como os estudos transgêneros, queer e pós-coloniais. Acho que todos esses cursos se cruzam no meu trabalho.”

Entrevista com Grada Kilomba por Helder Ferreira, (Brasil, Maio 2016).

 

 

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